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Ciencia Acelerada / Inspeção de alimentos / A posição do contaminante afeta a detecção em detectores de metais para alimentos?

A posição do contaminante afeta a detecção em detectores de metais para alimentos?

By Alexis Perrusquia 08.13.2025

Autora: Kimberly Durkot

Já analisamos anteriormente o “efeito de produto” como um dos maiores desafios para a segurança e qualidade na indústria de alimentos, especialmente para produtos de panificação, carnes e laticínios. O efeito de produto se torna um desafio quando um produto apresenta propriedades condutivas que afetam o campo magnético gerado por um detector de metais. Esse efeito ocorre normalmente em produtos com alto teor de sal e umidade, podendo comprometer a capacidade do equipamento de inspeção de detectar com precisão a contaminação metálica.

A posição é um segundo desafio para muitos detectores de metais disponíveis atualmente no mercado. Não é incomum que pedaços de metal, especialmente fios de filtros e peneiras, se soltem e contaminem alimentos embalados. Alguns anos atrás, houve um recall voluntário de queijo cottage devido à possível presença de pedaços de metal introduzidos durante a produção. A empresa estava preocupada com o risco de lesões nos dentes, boca, garganta, estômago ou tecidos intestinais caso fossem ingeridos. Outro recall voluntário envolveu uma fórmula infantil, devido à possível presença de material metálico em um lote do produto.

A utilização de detectores de metais nas plantas de empresas alimentícias minimiza as preocupações com contaminações como as mencionadas acima. No entanto, é necessário considerar que existe a possibilidade de que seus detectores de metais não estejam captando todos os objetos metálicos.

Detectores de metais para alimentos localizam pequenas partículas de metais ferrosos, não ferrosos e de aço inoxidável, por meio de bobinas enroladas em uma estrutura não metálica e conectadas a um transmissor de rádio de alta frequência. Quando uma partícula metálica passa pela abertura, o campo eletromagnético é alterado sob uma das bobinas, modificando o sinal de saída em alguns microvolts. Este sinal é usado como indicação de que há metal presente.

Com algumas tecnologias de detecção, um contaminante alongado precisa estar em uma posição específica para ser detectado ao atravessar o detector de metais. Dependendo da configuração do detector, orientações horizontal, vertical ou diagonal do contaminante podem não ser detectadas. Em uma planta de produção rápida, por exemplo, não há como prever como um fio ou cavaco metálico irá cair dentro de um produto.

Felizmente, existe tecnologia capaz de resolver essa preocupação. Um detector de metais com tecnologia Multiscan pode inspecionar o produto com até cinco frequências simultaneamente. Ele permite detectar não apenas contaminantes menores, mas também aqueles em posições mais desafiadoras. É como ter cinco detectores de metais em um só, oferecendo aos processadores de alimentos a maior probabilidade de encontrar contaminantes metálicos ferrosos, não ferrosos e de aço inoxidável.

Como mencionado anteriormente, além de detectar metais em diferentes posições, os detectores Multiscan também ajudam a mitigar o efeito de produto. A maioria dos detectores utiliza um número limitado de frequências (geralmente uma ou duas simultaneamente) para proteger o produto contra contaminação metálica. O objetivo sempre é escolher a melhor frequência para otimizar a detecção. Infelizmente, isso é um desafio, pois não há uma única frequência ideal para detectar contaminantes dentro do produto. Como resultado,  a sensibilidade é afetada, permitindo que alguns contaminantes escapem.

A melhor maneira de superar o desafio do efeito de produto é utilizar frequências adicionais. Detectores de metais equipados com tecnologia Multiscan permitem que os operadores escolham até cinco frequências entre 50 kHz e 1000 kHz, aproximando o equipamento de condições ideais para qualquer tipo de metal e otimizando a sensibilidade.

Com a tecnologia Multiscan, contaminantes podem ser detectados em qualquer posição, mesmo em produtos salgados ou úmidos que apresentam efeito de produto mais desafiador. Com a possibilidade de utilizar cinco frequências simultâneas, a probabilidade de detecção aumenta de forma significativa e os escapes desaparecem, de qualquer ângulo que se olhe.

PERGUNTA DO LEITOR

“Com base na experiência prática com diferentes tipos de contaminação, a posição dos contaminantes impacta significativamente o nível de detecção. Quando o contaminante é colocado de forma plana sobre o produto, o nível de detecção é mínimo. No entanto, quando posicionado verticalmente, o nível de detecção é máximo. Diante disso, seria possível utilizar dois detectores de metais com bobinas em orientações diferentes — uma vertical e uma horizontal — para garantir detecção completa?” – Rafid

RESPOSTA:

Com base na experiência prática, de fato é possível melhorar a detecção utilizando dois detectores de metais com bobinas em posições diferentes — uma na vertical e uma na horizontal. Essa abordagem pode melhorar significativamente a detecção de contaminantes com o efeito de orientação desafiador que você descreveu. Certifique-se de que o fornecedor oferece testes gratuitos de produto para validar a eficácia dos sistemas de detecção em suas necessidades específicas.

*Este artigo foi originalmente publicado em 27 de maio de 2020, sob autoria de Alexander Kinne, mas foi atualizado com a Pergunta do Leitor, respondida por Kimberly Durkot.

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