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Alergia ao látex: Visão geral, diagnóstico e tratamento

Sobre a alergia ao látex

O látex de borracha natural (LBN) ou a alergia ao látex foram reconhecidos como uma preocupação significativa tanto para pacientes quanto para funcionários da área da saúde.1 A alergia ao látex é uma reação mediada por IgE às proteínas presentes no látex que vêm do líquido leitoso da seringueira brasileira, Hevea brasiliensis.2 Essas reações geralmente se manifestam como urticária sistêmica, rinite, conjuntivite, broncoespasmo e anafilaxia.3

 

30% a 70% dos pacientes

Aproximadamente 30% a 70% dos pacientes alérgicos ao látex apresentam uma hipersensibilidade associada a uma ou mais frutas.6-8

As reações ao látex  são geralmente classificadas em três tipos principais:1

1. Dermatite de contato irritativa: Esta é a reação mais frequente associada às luvas de látex e é uma reação não alérgica da pele a um irritante.

2. Dermatite de contato alérgica ou hipersensibilidade tardia (tipo IV): Esta é uma reação imune retardada que ocorre de 24 a 48 horas após o contato inicial.

3. Hipersensibilidade mediada por IgE (tipo I): Esta é a reação menos frequente, mas a mais perigosa, e geralmente ocorre em até 30 a 60 minutos do contato inicial. Os sintomas podem variar de leves (por exemplo, prurido, erupção cutânea, urticária, edema nos olhos, rinite, conjuntivite, hipotensão leve e taquicardia) a reações anafiláticas fatais.

O diagnóstico de alergia ao látex não deve ser feito somente com base no histórico detalhado da exposição ao látex e sintomas associados isoladamente, o que torna os testes laboratoriais frequentemente necessários3.-5

Diagnóstico de alergia ao látex: Testes para diagnóstico diferencial

Os profissionais de saúde devem ser avaliados quanto à alergia ao látex quando houver um histórico anterior de IgE específica ao látex e sintomas consistentes com reações mediadas por IgE a dispositivos contendo látex.4

A avaliação do paciente com suspeita de alergia ao látex deve incluir um histórico detalhado de fatores de risco, exposições e reações ao látex.5 O diagnóstico de alergia ao látex não deve ser feito somente com base no histórico detalhado da exposição ao látex e sintomas associados isoladamente, o que torna os testes laboratoriais frequentemente necessários3.-5

O diagnóstico de alergia ao látex pode ser dividido em três partes:1

  • Uma entrevista completa pré-operatória
  • Sintomas pré-operatórios de alergia ao látex
  • Testes diagnósticos

Quem deve ser testado?

Embora a população geral apresente uma baixa incidência de alergia ao látex ― a prevalência de alergia ao látex na população geral é inferior a 1% ― determinados grupos permanecem em alto risco.1,4

Esses grupos de alto risco incluem:1

  • Pacientes com histórico de asma, dermatite ou eczema.
  • Pacientes com alergia alimentar, especialmente ao abacate, kiwi, banana, manga, melão, abacaxi, castanha ou avelã.
  • Pacientes expostos a cateterização repetida da bexiga.
  • Pacientes com histórico de anafilaxia de etiologia incerta.
  • Crianças com histórico de várias cirurgias ou procedimentos médicos.
  • Profissionais de saúde que usam frequentemente luvas de látex.
  • Trabalhadores com exposição ocupacional ao látex (por exemplo, cabeleireiros, pessoas que trabalham em estufas, fabricantes de luvas de látex, pessoal de limpeza e trabalhadores do setor têxtil).

A identificação de pacientes com risco de alergia ao látex é uma etapa essencial antes da ocorrência de procedimentos médicos que envolvam exposição ao látex.3

Os profissionais de saúde devem conhecer os produtos médicos que podem conter alérgenos de proteína de látex, a fim de produzir um ambiente seguro para os pacientes.5

Itens contendo látex

Muitos suprimentos médicos e odontológicos, como luvas de látex, cateteres e barreiras dentais, são fabricados com o LBN. Assim como preservativos, brinquedos e equipamentos esportivos que podem desencadear reações alérgicas em alguns indivíduos.3 As luvas de látex estão envolvidas na maioria dos casos de reações mediadas pelo látex.1

Síndrome látex-fruta

Estudos mostram que certas frutas (como abacate, banana, castanha e kiwi) contêm proteínas que apresentam similaridades alergênicas com o látex.6-8  Cerca de 30% a 70% dos pacientes alérgicos ao látex apresenta hipersensibilidade associada a uma ou mais frutas.6-8  A associação entre látex e essas frutas é atribuída à reatividade cruzada.8

Testing Confidence

Teste aumenta a confiança do diagnóstico

A adição de testes de diagnóstico para ajudar em um diagnóstico diferencial demonstrou aumentar a confiança no diagnóstico para 90%.i,ii Convencionalmente, o diagnóstico de doença alérgica ou autoimune depende da história do caso e de um exame físico. No entanto, a adição de testes de diagnóstico para auxiliar em um diagnóstico diferencial demonstrou aumentar a confiança no diagnóstico.i,ii Os testes de diagnóstico também podem ajudar a melhorar a qualidade de vida e a produtividade do paciente, reduzir os custos associados ao absenteísmo e otimizar o uso de medicamentos, além de diminuir as visitas não programadas à saúde.iii,iv 

i. Duran-Tauleria E, Vignati G, Guedan MJ, et al. The utility of specific immunoglobulin E measurements in primary care. Allergy. 2004;59 (Suppl78):35-41.
ii. NiggemannB, Nilsson M, Friedrichs F. Paediatric allergy diagnosis in primary care is improved by in vitro allergen specific IgE testing. Pediatr Allergy Immunol. 2008;19:325-331
iii. Welsh N, et al. The Benefits of Specific Immunoglobulin E Testing in the Primary Care Setting. J Am Pharm Assoc. 2006;46:627.
iv. Szeinbach SL, Williams B, Muntendam P, et al. Identification of allergic disease among users of antihistamines. J Manag Care Pharm. 2004; 10 (3): 234-238

Saiba mais sobre testes.

 

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Gerenciamento e tratamento de pacientes com alergia ao látex

Como uma grande variedade de produtos médicos e domésticos contém LBN, um ambiente totalmente sem látex é fora da realidade.6

Assim, os profissionais de saúde devem orientar seus pacientes, que têm alergia confirmada ao látex, a seguir determinadas precauções, que incluem:3

  • Evitar a exposição ao látex
  • Usar uma pulseira de alerta médico para alergia ao látex
  • Ter consigo um suprimento de luvas sem látex
  • Ter um kit de autoinjeção de epinefrina

E os profissionais de saúde devem conhecer os produtos médicos que podem conter alérgenos de proteína do látex para que possam produzir um ambiente seguro para pacientes e profissionais de saúde com alergia ao látex.5

Embora não haja cura para alergia ao látex, o gerenciamento do desencadeante pode minimizar o risco de reação.1 Parâmetros clínicos foram desenvolvidos para ajudar a orientar o gerenciamento e o tratamento de pacientes com reações sistêmicas ao látex.

Practice Parameters

Parâmetros clínicos e diretrizes

para a alergia ao látex:

Referências

 

  1. Demaegd J, Soetens F, Herregods L. Latex allergy: a challenge for anaesthetists. Acta Anaesthesiol Belg. 2006;57(2):127-135.
  2. Kumar RP. Latex allergy in clinical practice. Indian J Dermatol. 2012;57(1):66-70. 
  3. Slater JE. Latex allergy. J Allergy Clin Immunol. 1994; (2)139 – 149.
  4. Poley, GE. et al. Latex allergy. J Allergy Clin Immunol. 2000:105(6) 1054 – 1062.
  5. Accetta D, Kelly KJ. Recognition and Management of the Latex-Allergic Patient in the Ambulatory Plastic Surgical Suite, Aesthetic Surgery J. 2011;31(5) 560–565.
  6. Alenius H, Turjanmaa K, Palosuo T. Natural Rubber Latex Allergy. Occup Environ Med 2002;59:419–424.
  7. Sussman GL et al. Allergens and natural rubber proteins. J Allergy Clin Immunol. 2002;110 (2) S33 - S39.
  8. Radauer C et al. Latex allergic patients sensitized to the major allergen hevein and heveinlike domains of class I chitinases show no increased frequency of latex associated plant food allergy. Mol Immunol. 2011 Jan; 48(4): 600–609.