Amoreira
Fatos sobre alérgenos, sintomas e tratamento


Cultivadas por seus frutos e como uma fonte importante de alimento para os bichos-da-seda, as amoreiras compreendem três espécies principais: vermelha, branca e preta.1 Espalhado pelo vento, o pólen da amoreira é um alérgeno respiratório relevante em muitas áreas, e a árvore é considerada um polinizador pesado com alto potencial alergênico.2,3,4

Onde as amoreiras são encontradas?

As amoreiras vermelhas são encontradas na América do Norte, e as brancas são nativas da Ásia e são cultivadas no sul da Europa. A mais comum das três espécies, a amoreira preta, começou como uma espécie nativa no oeste asiático e se espalhou para o oeste, para a Europa e América do Norte.1

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Existem outros alérgenos que poderiam me sensibilizar?*

Muitos pacientes com alergia às amoreiras podem apresentar sintomas quando expostos a outros alérgenos como o pólen de árvores, ervas daninhas e gramíneas, o que torna difícil determinar qual deles está causando os sintomas, principalmente quando as temporadas de pólen se sobrepõem. Isso é chamado de reatividade cruzada e ocorre quando o sistema imunológico do corpo identifica proteínas ou componentes em substâncias diferentes como sendo estruturalmente semelhantes ou biologicamente relacionadas, desencadeando uma resposta.9 Outros alérgenos respiratórios que podem causar reações associadas à alergia ao pólen de amoreira são os pólens de bétula, parietária e oliveira.10

*É possível que esses produtos não estejam liberados para uso médico no seu país. Converse com o médico para entender a disponibilidade.

Como é possível controlar a alergia?

O controle da rinite alérgica inclui evitar os alérgenos relevantes e realizar o tratamento sintomático e a imunoterapia alérgeno-específica.6-8

  • Verifique as contagens locais de pólen todos os dias e limite o tempo fora de casa quando as contagens de pólen arbóreo estiverem altas. A chuva ajuda a eliminar o pólen do ar e, portanto, o melhor momento para sair é depois de uma boa chuva.
  • Peça que outras pessoas façam as tarefas ao ar livre sempre que possível. Se não puder evitá-las, use uma máscara antipólen. 
  • Mantenha as janelas fechadas e use ar condicionado em seu lugar.
  • Lave as roupas de cama pelo menos uma vez por semana em água quente com sabão.
  • Lave suas roupas após atividades ao ar livre e seque todas elas na secadora em vez de estendê-las em varais em áreas externas.
  • Tome banho e lave os cabelos todos os dias antes de ir dormir, para manter o pólen longe da sua cama.
  • Escove os animais de estimação para remover o pólen antes de deixá-los entrar em casa.
  • Certifique-se de que todos tirem os sapatos antes de entrar em sua casa.
  • Use filtros antialérgicos e antiasma certificados.
  • Tratamento farmacológico, que inclui anti-histamínicos, corticosteroides, descongestionantes e lavagem com soro fisiológico.
  • Imunoterapia alérgeno-específica, conforme orientação médica.

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Sintomas comuns

Os sintomas de alergia a amoreiras podem ser semelhantes a diversas outras alergias a pólen e incluir:5,6

  • Espirros
  • Congestão nasal
  • Coriza
  • Olhos lacrimejantes
  • Coceira nos olhos e garganta
  • Chiado no peito

Se uma pessoa estiver sensibilizada a amoreiras e tiver asma, o pólen arbóreo pode desencadear ou exacerbar sintomas de asma, como a tosse e o chiado no peito.5,6

Como saber se tenho alguma alergia?*

Junto com seu histórico de sintomas, o teste cutâneo ou o exame de sangue para IgE específica podem ajudar a determinar se você apresenta sensibilização a um alérgeno específico. Se você tiver um diagnóstico de alergia, o médico criará um plano de controle junto com você.

*É possível que esses produtos não estejam liberados para uso médico no seu país. Converse com o médico para entender a disponibilidade.

Temporada de pólen

Embora o pólen arbóreo seja comum na primavera, as amoreiras polinizam tanto no inverno quanto na primavera.2,5

  1. Encyclopedia Britannica [Internet]. Chicago: Encyclopedia Britannica Inc.; 2020 April 2. Disponível em: https://www.britannica.com/plant/mulberry-plant.
  2. Pollen.com [Internet]. Plymouth Meeting, PA: IQVIA Inc.; 2020. Disponível em: https://www.pollen.com/research/genus/morus.
  3. Papia, F., Incorvaia, C., Genovese, L. et al. Allergic reactions to genus Morus plants: a review. Clin Mol Allergy 18, 1 (2020). https://doi.org/10.1186/s12948-020-00116-7. Disponível em: https://clinicalmolecularallergy.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12948-020-00116-7#citeas.
  4. California Rare Fruit Growers [Internet].|place unknown|: California Rare Fruit Growers Inc.; 1997. Disponível em: https://www.crfg.org/pubs/ff/mulberry.html.
  5. American College of Allergy, Asthma & Immunology [Internet]. Arlington Heights, IL: American College of Allergy, Asthma & Immunology; 2014 [2018 Apr 23]. Disponível em: https://acaai.org/allergies/types/pollen-allergy.
  6. Roberts, Graham & Xatzipsalti, M & Borrego, Luis & Custovic, Adnan & Halken, Susanne & Hellings, Peter & Papadopoulos, Nikolaos & Rotiroti, G & Scadding, Glenis & Timmermans, Frans & Valovirta, Erkka. (2013). Paediatric rhinitis: Position paper of the European Academy of Allergy and Clinical Immunology. Allergy. 68. 10.1111/all.12235.
  7. Asthma and Allergy Foundation of America [Internet]. Arlington, VA: Asthma and Allergy Foundation of America; 2019 Apr 9. Disponível em: https://community.aafa.org/blog/tips-for-preventing-allergic-reactions-to-tree-and-grass-pollen.
  8. Mayo Clinic [Internet]. Rochester, MN: Mayo Foundation for Medical Education and Research; 2020 Apr 16. Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/hay-fever/in-depth/seasonal-allergies/art-20048343.
  9. Matricardi PM, Kleine-Tebbe J, Hoffmann HJ, Valenta R, Hilger C, Hofmaier S, Aalberse RC, Agache I, Asero R, Ballmer-Weber B, Barber D, Beyer K, Biedermann T, Bilò MB, Blank S, Bohle B, Bosshard PP, Breiteneder H, Brough HA, Caraballo L, Caubet JC, Crameri R, Davies JM, Douladiris N, Ebisawa M, EIgenmann PA, Fernandez-Rivas M, Ferreira F, Gadermaier G, Glatz M, Hamilton RG, Hawranek T, Hellings P, Hoffmann-Sommergruber K, Jakob T, Jappe U, Jutel M, Kamath SD, Knol EF, Korosec P, Kuehn A, Lack G, Lopata AL, Mäkelä M, Morisset M, Niederberger V, Nowak-Węgrzyn AH, Papadopoulos NG, Pastorello EA, Pauli G, Platts-Mills T, Posa D, Poulsen LK, Raulf M, Sastre J, Scala E, Schmid JM, Schmid-Grendelmeier P, van Hage M, van Ree R, Vieths S, Weber R, Wickman M, Muraro A, Ollert M. EAACI Molecular Allergology User's Guide. Pediatr Allergy Immunol. 2016 May;27 Suppl 23:1-250. doi: 10.1111/pai.12563. PMID: 27288833..
  10. Papia, F., Incorvaia, C., Genovese, L. et al. Allergic reactions to genus Morus plants: a review. Clin Mol Allergy 18, 1 (2020).